Renderizar sem modelar: como a bi·lab usa IA no mercado imobiliário
A bi·lab faz marketing imobiliário e encontrou um jeito de fazer renders com IA que mudou o fluxo de trabalho deles. Do esboço ao render fotorrealista, virtual staging e vídeo.

Tem algo estranho no mercado imobiliário: você vende algo que não existe. O apartamento que você vai comprar ainda é um buraco no chão. O prédio que te mostram é um render. A cozinha onde você se imagina tomando café está desenhada num computador.
A bi·lab faz marketing imobiliário e encontrou um jeito de fazer renders com IA que mudou o fluxo de trabalho deles. Esta é a história.
O problema dos renders tradicionais
Fazer um render 3D leva dias. Modelagem, texturas, iluminação, ajustes. Quando fica pronto, o cliente já viu três projetos da concorrência.
E o problema operacional: cada proposta exigia malabarismo com ferramentas diferentes, assinaturas diferentes, abas diferentes. A modelagem 3D de um lado. A geração de imagem de outro. A edição de vídeo em um terceiro.
Do esboço ao render com IA
O que eles montaram é direto.
Começam com fotos do terreno, esboços do arquiteto, mockups básicos. Isso passa pelo Nano Banana Pro. Remix. O esboço vira render fotorrealista. O terreno vazio já aparece com o prédio construído.
Se o cliente quer ver outra iluminação, outro ângulo, outra paleta de cores: gera de novo.
Virtual staging e vídeo com IA
Depois vem a parte que antes eles não conseguiam fazer.
Eles têm fotos de um apartamento vazio. Com o Nano Banana geram a versão mobiliada: móveis, luz natural, plantas na varanda. Agora têm duas imagens: o antes e o depois.
Isso passa pelo Kling 2.6 com a opção de last-frame. O resultado é um vídeo que faz a transição de uma para a outra. O espaço vazio vira uma sala pronta.
Esses vídeos vão para apresentações. Mas também para o Instagram, para o TikTok, para onde quer que o comprador esteja rolando o feed.
Mais iterações, menos tempo
O que muda quando o custo de produzir cai: antes, cada render era uma aposta. Você investia dias em algo que o cliente podia rejeitar.
Agora o time pode testar mais. Horários diferentes do dia, estilos de staging diferentes, tomadas diferentes. Se não funcionar, gera outra.
E tudo acontece no mesmo lugar. O render da manhã é o mesmo arquivo que vira vídeo à tarde.
Flipping: vender a transformação antes de fazê-la
Tem outro caso em que isso fica ainda mais útil: flipping. Você compra um imóvel deteriorado, investe na reforma e revende por um preço maior.
O problema é que, para atrair investidores, você precisa mostrar o potencial de algo que hoje está com uma cara horrível. Uma casa velha e com infiltração não se vende sozinha. Mas essa mesma casa transformada em um complexo de consultórios médicos ou em escritórios compartilhados desperta interesse.
A bi·lab usa o Endless para montar essas versões. Tiram fotos do imóvel como ele está hoje e geram um staging personalizado para o público-alvo. A mesma casa antiga de muitos quartos é apresentada como um conjunto de escritórios para um investidor e como uma clínica médica para outro.
E vai além de trocar os móveis. Para os consultórios: sala de espera, macas, tons de branco, iluminação clínica. Para os escritórios: mesas, cadeiras, arquivos, livros e diplomas nas paredes. Cada versão fala direto com um perfil de comprador diferente.
O que antes exigia vários renders 3D, um para cada cenário, agora são variações que você gera na mesma sessão de trabalho. Você personaliza a oferta para cada público específico sem multiplicar o tempo de produção.
Isso substitui os renders 3D?
Nem sempre. Para um brochure de luxo, a modelagem artesanal continua tendo o seu lugar.
Mas para a proposta inicial, o conteúdo de redes e a iteração com o cliente: isso basta. E é dez vezes mais rápido.
A bi·lab usa o Endless no seu pipeline de renderização com IA. Você pode ver mais do trabalho deles no Instagram.
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